domingo, 24 de abril de 2011

Quem ajuda quem? FMI prevê lucros de 524,8 Milhões de dólares.

O resgate das dívidas soberanas na Europa caiu do céu para o FMI.
 Com resultados negativos em 2007, devido “à liquidação antecipada dos empréstimos da Indonésia, Uruguai, Sérvia e Filipinas”, e em 2008 por causa das indemnizações por saída de 591 funcionários, o Fundo Monetário Internacional só em 2009 teve resultados positivos com as receitas dos empréstimos à Arménia, Bielorrússia e Letónia, fechando o ano fiscal em Abril de 2010 com 363,2 milhões de dólares de lucro.

Para o ano fiscal que encerra a 30 de Abril de 2011 o FMI reviu as previsões em alta, para resultados operacionais de 524,8 milhões de dólares, graças aos novos empréstimos (aprovados no ano fiscal em curso) à Irlanda e à Grécia, que são os maiores da história do Fundo.

A “ajuda” a Portugal contará para as previsões dos lucros seguintes, não se sabendo ainda o valor da taxa a cobrar pelo FMI. “A Grécia paga cerca de 3,3% e a Irlanda entre 3 e 4%, consoante os prazos”. As taxas não são muito elevadas comparativamente com o valor do mercado especulativo, mas são enormes em função do crescimento económico previsto nos países europeus em dificuldades.

O crescimento das economias grega, irlandesa e portuguesa, do qual depende o pagamento das “ajudas” em tempo que não arraste a crise nestes países por muitos anos, está, como se sabe, dependente do grau de recessão que as medidas restritivas do FMI/EU/BCE causem.

Se os termos da negociação de Portugal com a troika não forem vantajosos para todas as partes, e apenas servirem para enriquecer os fundos do FMI da UE e do BCE, teremos de disser: Eles comem tudo… eles comem tudo… e não deixam nada

Sem comentários: